RapLab e Africanidade se encontram no CIEP 201 e estudantes criam música sobre ancestralidade
No dia 23 de setembro, rolou uma sessão do RapLab no CIEP 201, em Duque de Caxias, a convite do projeto Africanidade.
A ação contou com a presença de Dudu de Morro Agudo, Dorgo, Gustavo Baltar, Mati e Jhon Griot, que conduziram a atividade de escrita criativa, mediação cultural e experimentação sonora. O resultado foi a composição coletiva da música “Ancestralidade”, tecida a partir das vivências dos estudantes e das provocações realizadas ao longo do encontro.

A letra aborda identidade, memória, racismo estrutural e os impactos da educação formal na formação do indivíduo. Termos como “Museu do Graffiti” e “Quilombo Enraizados” aparecem como referências simbólicas de resistência e valorização da arte periférica, reforçando a potência da cultura como ferramenta de emancipação. Durante a oficina, os jovens refletiram sobre a construção de autoestima, o apagamento histórico e a importância de reconhecer raízes africanas na formação do Brasil.
O RapLab estimula protagonismo, permitindo que cada participante se reconheça como autor e indivíduo político dentro da própria narrativa.
Ao final, a música se transforma em registro afetivo do território e testemunho de um processo educativo que ultrapassa a sala de aula. A atividade reforça o papel do hip-hop como instrumento pedagógico e reafirma o compromisso do Instituto Enraizados com a formação crítica da juventude periférica, fortalecendo pontes entre arte, escola e comunidade.
Curta o som!!
ANCRESTRALIDADE
Vôo com a ausência do vento
E a chuva causa o meu tormento
Isso mudou depois do Africanidade
E o meu afro deu minha identidade
Meu passado pode definir o meu futuro
E a discriminação ergue muro
A minha cultura completa minha história
E o Museu do Graffitti registra a minha vitória
Eu aprendo com a mediaç!ao
Através disso o poder está na minha mão
Reabri a minha asa
E a arte entrou na minha casa
Aprendi isso com o Quilombo Enraizados, tá ligado?
A minha história vem de dois lados
E na escola aprendi algo que não é verdade
Por isso estudo a minha ancestralidade.



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