Segundo dia de Festival Caleidoscópio tem Feira Criativa, CaleidoKids, shows, DJ sets, batalha de rima e sarau.
No sábado (4), o Quilombo Enraizados foi palco para várias linguagens artísticas, para a economia criativa e, principalmente, para o hip-hop estar presente em Morro Agudo.

No segundo dia do Festival Caleidoscópio 2026 - Educação Clandextina, a programação foi tomada pelo cotidiano e pela produção cultural baixadenses. Desde as 10 da manhã, estiveram ativas a Feira Criativa do Festival e o CaleidoKids, iniciativas que visam ampliar as possibilidades do Festival e impactar a comunidade de forma plenamente positiva, além da aula aberta do Projeto Teatro Nômade para ajudar a acordar os corpos aqui presentes pela manhã. Durante a tarde e a noite, aconteceu o Palco de Cria, nos quais tivemos DJ sets e pocket shows de artistas locais, e o Sarau Poetas Compulsivos, promovendo reconhecimento local do produto cultural baixadense. Também aconteceu a edição Festival Caleidoscópio da Batalha de Morreba, e os shows de Medusza e Maskotte.
A Feira Criativa no Festival Caleidoscópio é um espaço de circulação, encontro e valorização de empreendedores, artistas e produtores locais. Reúne moda, artesanato, arte urbana e economia criativa, fortalecendo redes da Baixada Fluminense e construindo novos caminhos para geração de renda, visibilidade e pertencimento cultural dentro do festival. Estavam presentes a Hulle Brasil, a Brotaria, o Brechó Loló, de Nova Iguaçu, e a Alma Artesã, de Belford Roxo.
O CaleidoKids é o espaço infantil do Festival Caleidoscópio, pensado para acolher crianças e famílias numa experiência lúdica, segura e criativa. A atividade amplia o acesso à cultura desde a infância, com brincadeiras, vivências artísticas e ações educativas conectadas ao espírito do festival: valorização da cultura popular, da diversidade, do hip-hop e da produção periférica da Baixada Fluminense. Assim como no ano passado, o espaço ficou por conta do Curumim Cria, projeto baixadense que proporciona bem-estar às famílias frequentadoras de eventos culturais, que recentemente recebeu um Diploma de Reconhecimento na ALERJ no evento “Hip-Hop Contra o Feminicídio”, a partir da deputada estadual Dani Monteiro.
O Projeto Teatro Nômade é uma iniciativa artístico-educativa que oferece aulas e vivências teatrais gratuitas, com forte atuação em territórios periféricos. Na Baixada Fluminense, circula por cidades como Nova Iguaçu e Nilópolis, fortalecendo o acesso à arte, a formação de jovens e a criação coletiva como ferramenta de expressão, presença e transformação social. No Festival Caleidoscópio 2026 - Educação Clandextina, a aula aberta que o projeto propôs foi ministrada por Luísa Reis, mestra em Educação pela UFF com a pesquisa “Onde vai ser a aula hoje? A aula de teatro na rua como práticas de liberdades”, graduada em Licenciatura em Letras/Português/Literaturas pela UFF (2014) e Licenciatura em Teatro pela UNIRIO/Estácio de Sá (2018), e pesquisa o ensino do teatro para a juventude em praças e espaços públicos da cidade.
A Gastronomia das Ruas integra o Festival Caleidoscópio como espaço de valorização dos sabores populares e da economia criativa. Reúne comidas afetivas, empreendedores locais e experiências culinárias que nascem nas ruas, feiras e quebradas, fortalecendo a geração de renda, o encontro comunitário e a identidade cultural da Baixada Fluminense. No sábado, quem ficou por conta de alimentar a galera foi a Dida’s Lanches, o NIBZ.CA, e o Roots Gourmet, todos de Nova Iguaçu.
O Palco de Cria é o espaço do Festival Caleidoscópio dedicado a revelar, fortalecer e celebrar artistas em formação e em circulação nos territórios periféricos. Aberto à diversidade de linguagens e com inscrição no site do Festival, ele transforma o festival em vitrine, laboratório e ponto de encontro, onde novas vozes apresentam seus trabalhos, ampliam redes e afirmam a potência criativa da Baixada Fluminense. No segundo dia de Festival, tiveram os DJ sets de DJ Fil (Campo Grande/Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro), Taldupereira (São João de Meriti) e DJ Soppa (Belford Roxo); e os shows de Dibovbz (Nova Iguaçu) e DANDARA (Nova Iguaçu).
O Sarau Poetas Compulsivos, apresentado por Lisa Castro e Á.T.O.M.O. Pseudopoeta, é uma das ações do Festival Caleidoscópio dedicada à palavra, à escuta e à expressão poética. Reúne artistas, escritores, MCs e público em um espaço de troca, afeto e resistência, fortalecendo a literatura marginal, a oralidade e a cultura periférica da Baixada Fluminense dentro da programação do festival.
A Batalha de Morreba integra o Festival Caleidoscópio como espaço de rima, improviso e protagonismo juvenil. A atividade valoriza o hip hop da Baixada Fluminense, proporcionando que MCs, público e comunidade aproveitem o evento no âmbito da palavra, da criatividade e da disputa poética. É encontro, formação de plateia e fortalecimento da cultura periférica. O MC RD.X, de Duque de Caxias, foi o campeão da noite, em final disputadíssima com Ican QM2, de Queimados. Os beats ficaram por conta do DJ Dionizio.
Os shows principais do Festival Caleidoscópio reúnem artistas que expressam a força criativa da Baixada Fluminense e de outras cenas conectadas à cultura urbana. A programação musical valoriza o hip-hop, o rap, o R&B, o soul, o boom bap e sonoridades contemporâneas que dialogam com território, juventude, identidade e transformação social. Dessa forma, o Festival fortalece a circulação da produção periférica e reconhece a música como ferramenta de expressão, formação e criação de futuros possíveis. Os shows da noite de sábado ficaram por conta da rapper, MC, produtora cultural e articuladora social Medusza, natural de Belford Roxo e cria do Morro da Mina, em Nilópolis, e do rapper, MC e artista Maskotte, de Belford Roxo. O evento ainda fechou com um set incrível da DJ, engenheira de áudio e MC Suavepreta.
O segundo dia de Festival Caleidoscópio - Educação Clandextina, no Quilombo Enraizados, mostrou que o evento e a devolução à comunidade vão muito além das participações musicais. Desde cedo, a Feira Criativa girou renda entre empreendedores locais; o CaleidoKids acolheu as crianças com o afeto do Curumim Cria, e a aula aberta do Teatro Nômade botou todo mundo pra despertar o corpo. À tarde e à noite, o Palco de Cria abriu espaço pra novas vozes, o Sarau Poetas Compulsivos celebrou a palavra, e a Batalha de Morreba entregou batalhas incríveis com DJ Dionizio sem deixar ninguém parado e RD.X levando o título da noite. Medusza, Maskotte e Suavepreta fecharam a noite com shows e DJ set que não deixam dúvida: Foi um dos dias em que cada canto do Quilombo pulsou cultura — e o Hip-Hop se mostrou, mais uma vez, vivo e presente.
Texto: Fijó
Fotografia: Myllena Braga
Galeria

Fotografia: Myllena Braga

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