Nova Iguaçu em meio ao vendaval político e climático: o pragmatismo que redefine alianças

Em sua coluna, Samuca fala sobre a cidade que enfrenta instabilidade climática e um cenário eleitoral marcado por rupturas e novas composições partidárias em 2026

Samuel Azevedo26 de agosto de 2026, 07:42
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Nova Iguaçu em meio ao vendaval político e climático: o pragmatismo que redefine alianças

Estamos em 2026, mas parece que vivemos em épocas feudais, com uma pitada de arcadismo retrógrado, tudo convergindo para se manter uma concepção que já vem de longos carnavais, Brasil afora.


Em momentos não muito distantes, tínhamos uma polarização bem explícita, um lado os caviar e de outro os mortadelas.

Era evidente e escancarada a diferença, um lado ostentava, eram dublês de rico com: veículos, roupas, relógios e cortes de cabelo de qualidade duvidosa. Do outro lado o proletário com: roupas desgastadas, calçados que nem marca tinham, e as famosas e estilosas cuecas de copinho, sem contar os bigodes parecidos com personagens saídos de um filme do Zé do caixão.


Depois veio a época dos coronéis onde somente famílias que detinham muitos bens e a força do sobrenome cravadas na mente da população. Lembrando que há um bom tempo e por décadas acreditava-se que, ter posses era sinônimo de honestidade. (é meus amigos, isso existia, e ali era o embrião da meritocracia).


E por muito tempo isso foi o senso comum, até que uma brisa democrática começou a se desenhar e novas forças com uma convicção progressista se instalavam nas esferas políticas. Muita coisa aconteceu nessa época, várias vozes começaram a ter uma projeção sólida e consistente. Então eclodiram muitos atores que passaram a assumir postos de decisão na cidade.


Porém isso trouxe uma consequência, muitos provaram o poder, desfrutaram deles, e não quiseram mais abrir mão. Então essa fruta se mostrou um tanto amarga, mas mesmo assim muitos “agraciados” pelo Status Quo, resolveram migrar para o lado que eles sempre combateram e criticavam.


Logo após essa fase veio uma enchente ligada ao extremismo, aí o bagulho ficou doido de vez, e chegamos ao resultado de ter um representante do que há de mais no fundo do esgoto, no maior cargo do executivo.


A reboque disso, muitos ratos saíram desse bueiro aberto e se instalaram em vários cargos e setores importantes da sociedade. E novamente uma brisa de democracia voltou a percorrer, mas algumas forças nefastas criaram uma âncora nas entranhas públicas e camadas políticas, e reacenderam o fogo extremista.


Muitos estão atrelados no executivo, legislativo e judiciário, agora temos um grande problema: Esses líderes ditos progressistas estão fazendo alianças com energias claramente ruins e nocivas, e isso certamente vai impactar na gestão e tomadas de decisões.


Moral da história, duas forças totalmente antagônicas nesse momento eleitoral, estão fazendo acordos e caminhando juntos, alianças antigas estão sendo desfeitas, a amigos viraram rivais, e pessoas que tinham ojeriza umas as outras, aparecem em fotos sorridentes, parecendo seres benevolentes e com ar de: Tudo pelo poder.


Quem viver… verá.

#Nova Iguaçu#Política#Lealdade#baixada Fluminense