Meu voto é "Wesley Teixeira", 40.777. Meu compromisso vai além das urnas.
Dudu de Morro Agudo declara apoio a Wesley Teixeira, 40.777, e defende organização, formação política e trabalho de base para além das eleições.

Eu estou apoiando Wesley Teixeira para deputado estadual, número 40.777.
E quero começar dizendo isso de forma direta porque, para mim, essa escolha faz parte de uma questão muito maior:
Que tipo de política a gente quer construir daqui para frente?
Quem vai formar as próximas lideranças? Quem vai organizar a juventude? Quem vai fazer política para além do período eleitoral?
E, principalmente: o que nós, enquanto sociedade civil, estamos dispostos a fazer?
Eu tenho dito que essa é a eleição das nossas vidas.
Não porque eu ache que uma eleição vai resolver todos os nossos problemas, mas justamente porque acredito que estamos vivendo um momento em que resistir, organizar e construir novas possibilidades se tornou urgente.
Durante muito tempo nós discutimos os problemas da esquerda institucional. Analisamos os erros, identificamos distâncias entre partidos e territórios, falamos sobre a necessidade de voltar para a base.
Mas existe uma pergunta que precisa ser feita:
E depois da análise? O que a gente precisa fazer?
Porque eu, sinceramente, não acredito que essa transformação vá surgir exclusivamente de dentro dos partidos políticos tradicionais.
O mundo mudou. A comunicação mudou. A tecnologia mudou. A forma como as pessoas se relacionam mudou.
Mas a política ainda encontra enormes dificuldades para renovar não somente seus quadros, mas a própria maneira de fazer política.
Por isso eu acredito cada vez mais na organização da sociedade civil.
E acredito, principalmente, na juventude periférica. Na juventude preta. Na juventude que conhece o território não somente porque estudou sobre ele, mas porque vive nele todos os dias.
É nesse contexto que entra meu apoio ao Wesley Teixeira, 40.777.
Para mim, ele representa uma possibilidade de renovação geracional e territorial: um jovem preto, periférico, que consegue circular por diferentes espaços e dialogar com questões que atravessam a nossa realidade.
Mas quero deixar uma coisa muito clara:
isso não pode começar nem terminar em Wesley.
Não pode começar nem terminar em Lula, Talíria ou em qualquer outro candidato.
A eleição passa.
O que precisa permanecer é a organização.
É o trabalho de base. É a formação. É a conversa com as pessoas.
É a ocupação das ruas e também a disputa das ideias e do imaginário.
Eu também tenho uma relação muito pessoal com o presidente Lula e com as políticas públicas construídas durante os governos do PT.
Quando olho para minha própria trajetória, reconheço o impacto que várias dessas políticas sociais e educacionais tiveram nas oportunidades que encontrei ao longo da vida.